quarta-feira, 13 de julho de 2011

Por que "noutesia"?

Como falei no post "Meu propósito com esse blog", fiquei de explicar a razão desse nome.

A palavra "noutesia" vem do vernáculo grego e quer dizer "aconselhar, orientar por meio de palavras, encorajar com instruções". Por algum motivo os pastores conselheiros abriram mão dessa área tão importante na Igreja, a saber, o aconselhamento bíblico, e tal área que é muito importante ficou nas mãos dos tais "profissionais da saúde mental".

Cada vez mais vemos pastores assustados e temerosos em aconselhar as pessoas que os buscam e com mais frequência ainda os vemos empurrando tais pessoas para psiquiatras que alegam ter a resposta para problemas como a depressão, que segundo eles, é uma doença (muitas vezes, mental). Não quero aqui repreender os psiquiatras, pois, com eles eu nada tenho a ver. Meu objetivo aqui é chamar a atenção do pastores quee, ou mandam suas ovelhas para esses "profissionais" ou correm para as universidades para fazerem um curso de psicologia, ou pior ainda, recorrendo a cursos de psicanálise quinta categoria e saem por aí "tratando" de tais pessoas. Sem querer jogar mais lenha na fogueira, basta colocarmos um psiquiatra, um psicólogo e um psicanalista fechados numa sala e lançarmos a seguinte pergunta: "O que vocês têm a dizer sobre a depressão?", e veremos que quem realmente precisa de tratamento são eles.

Como disse, quero aqui chamar a atenção dos pastores para o fato de que eles têm em suas mãos a solução, a saber, a Bíblia. Ela é suficiente para nós em tudo, inclusive no aconselhamento. Ela tem todas as respostas para todas as questões e sofrimentos humanos. Ela é a Palavra do Deus Vivo que conhece perfeitamente a nossa estrutura. Portanto, num linguajar bem simples, a Bíblia e o nosso manual dado por Deus.

O pastor não deve ter medo de dizer para aqueles que buscam o seu conselho o que eles devem fazer. Deve abrir a Bíblia com confiança no Espírito Santo que age através dela nos corações. Deve ser tão diretivo em seu gabinete pastoral quanto o é no seu púltito.

Por isso, o conselheiro bíblico é noutético, ou seja, ele com base na Palavra de Deus dá orientações oriundas Dela, as quais se forem devidamente obedecidas trarão paz ao coração cansado e sofrido. Como diz o Salmo 119.165: "Grande paz tem os que amam a sua lei, para eles não há tropeço".

Rev. Olivar Alves Pereira

terça-feira, 12 de julho de 2011

O mal do consumismo entrou na Igreja

O apóstolo Tiago nos alertou: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si

mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1.27).

                        Este verso descreve duas características essenciais que comprovam qual é a verdadeira religião: altruísmo e santidade de vida. Ambas apontam para os sublimes mandamentos do Senhor registrados em Mt 22.37-39: “37 Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.  38 Este é o grande e primeiro mandamento.  39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (citação de Dt 6.5), sendo que em relação ao primeiro está a santidade de vida e, em relação ao segundo mandamento está o altruísmo.

                        Mas, por deixarem de lado tanto o altruísmo em seus relacionamentos como a santidade de vida que Deus requer de Seus filhos, muitos crentes têm adotado um estilo de vida muito semelhante ao consumismo materialista e sem propósito vivido hoje no comércio. Deixe-me ser mais claro.
                        Está cada vez mais comum encontrarmos pessoas que estão em busca de igrejas que lhes agradem mais aos seus estilos. Se a pessoa não está a fim de um compromisso sério com a Obra do Senhor, então procurará uma igreja daquelas que chamamos
de “igrejas-rodoviárias”, que são igrejas que estão cheias de pessoas (de preferência acima de 500), mas, que nunca são as mesmas – a rotatividade é intensa. Assim, elas passam despercebidas sem nenhum envolvimento mais sério.    

                        Se a pessoa tiver um estilo mais “descolado”, procurará uma igreja “que não tem cara de Igreja”. Está cada vez mais comum encontrarmos igrejas que trazem a seguinte proposta para seus interessados usando slogans como: “Uma Igreja para os sem igreja”, ou “Uma Igreja para quem não gosta de Igreja”. Embaladas com músicas que agradam a um determinado grupo, com uma mensagem bem melosa (dizem que é a linguagem do amor!).

                        Se numa Igreja mensagens que falem contra o pecado das pessoas, o relaxo para com o Dia do Senhor (que agora recebeu o nome de “fim de semana”, e, portanto, é para lazer), enfim, mensagens que exortem à responsabilidade para com as cosias do Senhor, com certeza tais igrejas se esvaziarão, pois, tais mensagens ninguém quer ouvir, afinal, tais pessoas dizimam e ofertam para que não se sintam mais culpadas. E assim, existe uma igreja para cada gosto e vontade, e cada vez menos igrejas que estão preocupadas com a vontade de Deus. Afinal, desde que a Igreja começou a ser tratada como comércio, os crentes passaram a ser tratados como clientela, só ficou faltando as relações entre os crentes e a Igreja serem regidas pelas regras do mercado consumista.

As trigêmeas da infelicidade

Três pecados que sempre aparecem juntos são: inveja, murmuração e amargura. Elas são as “trigêmeas da infelicidade”.
Um coração carregado de inveja é incapaz de se alegrar com a felicidade de outrem. Antes, vê a outra pessoa como indigna de ter o que ela tem.  Um caso bíblico sobre inveja é o que está registrado em At 5 que narra a história de Ananias e Safira que ao ver que Barnabé foi notado por sua generosidade em doar todo o valor de uma propriedade que tinha, quiseram também ser honrados, porém, para isso usaram de mentira. Retiveram parte do valor consigo e deram o restante aos apóstolos como se fosse o valor total. O resultado foi a morte de ambos.
 O mesmo pode ser dito da murmuração. Uma pessoa que vive murmurando está sempre infeliz com o que tem. Sempre está insatisfeita apesar de ser maravilhosamente abençoada por Deus. Podemos tomar como exemplo o povo de Israel no deserto que experimentou o sustento de Deus de forma miraculosa através do maná celestial, da água que saía da rocha, etc. o pecado de murmuração do povo custou-lhe a morte de todos os veteranos que saíram do Egito, e somente seus filhos puderam entram em Canaã, e isso após 40 anos de peregrinação no deserto.

Quanto à amargura devemos atentar para o que a Bíblia nos ordena em Hb12.15:  “tentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados”. A amargura se alastra num coração e em pouco tempo afeta outras vidas. E para sermos sinceros, ninguém gosta de ficar perto de alguém amargurado, não é mesmo?

Afastar inveja, a murmuração e a amargura de nosso coração não é só uma questão de felicidade e bem estar. É principalmente uma questão de obediência a Deus, pois, a Bíblia nos diz em Tg 3.16: “Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins”.

Quanta infelicidade em nosso coração e em nossos relacionamentos poderiam ser evitadas se levássemos a sério o que a Palavra de Deus nos ordena. Bons sentimentos são resultado de ações obedientes!

Rev.Olivar Alves Pereira

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Da Direita, com certeza!

Nem centro, nem esquerda. Sou da Direita, com toda certeza!
Não me refiro à Política. Não que isso não seja importante, pois é! Ter convicições políticas é muito importante sim, mas, a Direita á qual me refiro não é a relativa à Política, mas, sim, a que está registrada em Mateus 25.31-46.
Falando sobre o grande julgamento, o Senhor Jesus disse que naquele dia (o do julgamento), quando todos estivermos reunidos à Sua presença "ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à sua esquerda" (Mt 25.32,33).
É nesse sentido que eu afirmo que sou "da direita". Sou ovelha de Cristo, e como tal, ouço a voz Dele a me chamar guiando-me por esse mundo inseguro (cf. João 10.27). Sim, ouço a voz do meu Pastor quando em Sua Palavra encontro a orientação para minha vida. Ouço a Sua voz quando Ele me exorta por meio de crentes fiéis os quais através da Palavra de Deus me dão instrução, correção e ensino.
Que privilégio tenho de ser ovelha de Jesus! tenho a garantia de que de Seus braços poderosos ninguém me arrancará (cf. João 10.28), e é justamente por causa do Seu poder que eu tenho a segurança e a certeza de que naquele dia (o do julgamento) eu estarei à Sua direita juntamente com tantos outros que seguiram a Sua voz.
E você? Tem seguido a voz de Cristo?
Rev.Olivar Alves Pereira

Seja feita a minha vontade?

Quantas vezes agimos dessa maneira... Eis a causa de tantas dores, problemas e de tantos desafetos.
        A vontade de cada um tem de prevalecer a qualquer custo, afinal “damos um duro tremendo para sustentar nossa casa”, dizem os maridos irados, ou “ralamos o dia todo para mantê-la arrumada” dizem as mulheres, as que não fazem jornada dupla de trabalho, porque as que trabalham fora, em casa ficam reclamando da tal “jornada dupla” (e solitária). Enquanto isso o filho adolescente, lá do fundo de seu quarto todo bagunçado (um verdadeiro campo de guerra), diz: “não me amolem” ou até mesmo coloca uma placa na porta dizendo: “Não perturbe”.
           O que essas pessoas têm em comum? Elas são os seus próprios “reis” e “rainhas”. É a vontade delas que está em jogo, e por isso, quando não são atendidos revidam com palavras torpes, xingamentos, resmungões, ressentimentos, mágoas, etc.
           Onde foi que o nosso coração aprendeu a ser tão egoísta? Para sermos francos, ele nunca aprendeu a ser egoísta; ele apenas exercitou o que nasceu com ele.
            Por essa razão, não basta apenas uma mudança de comportamento, ou buscar ensinamentos belos e altruístas. Necessitamos de um Redentor, de um Salvador que nos redima da nossa miséria.
            Precisamos do Rei Jesus que é infinitamente poderoso para desbancar o nosso rei pecaminoso (o ego), e assim, não a nossa vontade ser feita, mas, sim, a vontade de Deus.
            Em Rm12.2 lemos que a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita”. Nossa vontade é sempre agradável a nós (do contrário, não a buscaríamos), de vez em quando é boa, mas, nunca, nunca é perfeita. É por isso que entre a vontade de Deus e a minha, escolher a de Deus é um ato de sabedoria, pois, a vontade Dele é incomparavelmente melhor.
           Fazer a vontade de Deus não é fácil, porém, não é impossível, para aqueles que creem em Cristo, pois, têm em seus corações tudo o que precisam para realizá-la, a saber, o Espírito Santo de Deus que neles age com Seu infinito poder (leia 2Coríntios 3.5,6).
           Quando você estiver diante de uma situação em que a sua vontade entrar em guerra com a vontade de Deus, submeta-se à Dele, pois, Ele tem o melhor para sua vida.

O lugar do Rei

Você já ouviu aquela frase dita de alguém arrogante e presunçoso: “O fulano tem o rei na barriga”. Podemos até pensar na cena: uma mulher grávida fica sabendo que no seu ventre está uma criança que se tornará um rei. Imagine como ela se sentirá? Com certeza se sentirá orgulhosa de ter sido escolhida para tamanha honra, não é mesmo?
Mas, essa história aconteceu de fato só que em vez de orgulho o que se vê é humildade. Maria quando soube que ficaria grávida e em seu ventre seria gerado o Rei dos reis, Jesus Cristo, ela não se sentiu orgulhosa de si mesma. Antes, ela se colocou humildemente à disposição de Deus e disse: “Minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu salvador” (Lucas 1.46 e 47).
É dessa forma que se comporta um servo de Deus: ele não é orgulhoso e arrogante como quem traz um rei na barriga, mas, sim é humilde porque traz o Rei dos reis em seu coração.  
            O lugar do Rei Jesus é no nosso coração lembrando-nos de que fomos amados por Ele primeiro, e, por isso, agora podemos também amar os outros (1João 4.19).
            Com o Rei Jesus em nosso coração não seremos mais escravos do pecado ou de qualquer outra coisa ou pessoa que tenta se assenhorear do nosso coração (Romanos 8.15).
            Tais verdades não são para nos deixar orgulhosos conosco mesmos, mas, sim, levar-nos humildemente a reconhecermos a Graça de Deus que foi derramada sobre nós a qual jamais merecíamos receber.
            Tire o rei (ou os reis) da sua barriga e deixe que o Rei dos reis habite em seu coração!  

Deus não mergulha no fundo do mar

Antes que você pense que eu estou negando a onipresença (1) de Deus, eu me explico. No livro de Miquéias 7.19 lemos: “Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar”. O que este versículo está nos ensinando é que uma vez que Deus nos perdoa, Ele lança nossos pecados para longe, numa linguagem figurada aqui, as “profundezas do mar”.
            É muito comum vermos expedições caça-tesouros investindo muito dinheiro e tempo à procura de tesouros perdidos no fundo mar. Quando tesouros são encontrados, todo o investimento feito é compensado. Contudo, até hoje não vi nenhuma dessas expedições se mobilizarem para procurarem lixo no fundo dos mares. Com certeza, tal empreendimento seria ridicularizado por todos.
            Ao lançar nossos pecados para longe de Si (nas profundezas do mar), é o “lixo da nossa alma” que Ele está jogando fora. Como filhos de Deus devemos agir da mesma forma com relação aos nossos pecados e aos pecados do outros.
            Muitas pessoas estão sofrendo porque mesmo tendo confessado a Deus seus pecados, ainda ficam remoendo-os em seus corações. Querem “se sentir perdoados” quando na verdade o que deveriam fazer é crer na Palavra de Deus que diz: “Se confessarmos os nossos pecados, eles é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1.9).
            No que diz respeito ao mal que os outros nos fizeram, também devemos lançar tais pecados “nas profundezas do mar” e de lá jamais retirá-los. Não vale a pena mergulharmos tão fundo para revirar lixo! Assim como você tem experimentado o perdão de Deus em sua vida, exercite o perdão com relação aos que lhe ofenderam. Se for para mergulharmos tão fundo, que seja para buscarmos tesouros e não lixo.      




(1) Doutrina bíblica que diz que Deus está presente em todos os lugares ao mesmo tempo com toda a plenitude do Seu Ser.